2010/03/25

O crime compensa

Lê-se e não se acredita.
Ricardo Sá Fernandes (advogado) foi condenado a pagar 13.000 euros a Domingos Névoa (empresário) por ter chamado corruptor ao presidente da Bragaparques.
Névoa, que tentou corromper o irmão de Sá Fernandes, a troco de dezenas de milhares de euros (está gravado), teve de pagar pelo seu crime 5.000 euros. Grande negócio.
Digam lá se isto não dá vontade de rir?

10 comentários:

  1. Será que Névoa conseguiu corromper o juíz!?

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  2. Rini,
    O Névoa fez uma oferta ao juiz que este não pôde recusar...

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  3. A expressão é feliz, e pode ser lida de duas maneiras. Se o "Corlenoe rules", há que abater o Corleone. Se são as "Coreleone rules", então há que mudar as rules!
    Tenho aliás pensado neste escândalo e acho ainda mais escandaloso que nada seja feito.
    Não nutro uma simpatia especial pelo Sá Fernandes, devo confessar, mas em todo este processo ele representa os "bons" e o outro representa os "maus". Não há dúvida. Ver os "maus" ganharem sem resposta parece-me injusto e perigoso.
    Acho que algo devia ser feito para demonstrar justamente que o "crime não compensa".
    Tem de haver uma qualquer iniciativa de cidadãos que não deixe que este processo fique por aqui.
    Eu propunha que se fizesse uma colecta e que os tais 13.000 euros fossem pagos ao sr. Névoa em cerimónia pública por todos os que contribuirem para isso.
    Uma cerimónia pública e simbólica.
    Não nos podemos escandalizar com isto e deixar que o Sá Fernandes assuma totalmente o prejuizo. Devia ser um enorme movimento de cidadãos que depois estaria legitimado para acabar com o Corleone e as suas "rules". Acho que o Névoa devia a seguir mudar de país... Os Névoas todos! Já se percebeu que com PJs, PGRs e quejandos não vamos lá e tudo isto mete nojo! Nojo mesmo!!!!
    Por mim, não passo de um artista teso, mas tentarei contribuir com o que puder.

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  4. Eu, não sendo artista, também estou teso, mas posso contibuir simbolicamente para o acto. Resta acrescentar que a decisão tem apelo em tribunal...

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  5. O escritor José Rentes de Carvalho no seu blogue http://www.tempocontado.blogspot.com/, post 26 de Março, propõe um terramoto em Lisboa como solução radical para acabar com "a maioria dos pulhas, trafulhas e traficantes que saqueiam Portugal", mas vivendo eu em Lisboa e ele entre Amsterdam e Estevais de Mogadouro (Trás-os-Montes) não posso concordar...

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  6. Eu prefiro uma implosão. Destrói aquilo que é preciso destruir, mas de forma controlada. É uma limpeza. O terramoto favorece o saque pós-sismo e há sempre o perigo das réplicas...

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  7. Não podia estar mais de acordo com o Rentes. Há coisas que desesperam o mais tranquilo dos transmontanos...

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  8. Propus num mail ao Rentes uma alternativa: um terramoto lá mais para a zona dele, por exemplo numa estãncia de luxo. Para aliciar o Polvo português até lá: um megajantar de três dias com meninas ilegais a discrição, promovido pelas Mães de Bragança, "uma oferta irrecusável".
    Recebi logo um mail de volta: "Não vai haver terramoto. O Senhor já gastou a verba para Portugal"...

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  9. Resta-nos então recorrer a um "sindicato" FMI/UE para desbloquear as verbas.
    Eu sei que estas instituições tem verbas para grandes eventos...
    Contudo continuo a insistir na implosão...

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