2010/06/18

José Saramago (1922-2010)

"A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu"

(em "As Intermitências da Morte", 2005)

7 comentários:

  1. RUI MOTA: que grande verdade!
    QUE bom seria se ela procedesse assim, todos os dias... Nem seria preciso preocuparmo-nos com SARTRE, HEIDEGGER, KIRKGAARD....
    Abraço de
    Lusibero

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  2. Cara Lusibero,
    Estou de acordo. Agora, resta-nos os livros. Uma perda imensa.
    Abr.
    RM

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  3. Quem parece não encontrar capacidade para "perdoar", nem na morte, é o Vaticano... Livra! Que bem que continua a pregar frei Tomás!

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  4. Comentário de um holandês:
    depois do trabalho de pioneiro do saudoso August Willemsen (que traduziu obra de Fernando Pessoa e vários escritores brasileiros), acho que Saramago foi um dos primeiros escritores lusófonos a ser traduzido para holandês.
    Tenho "A jangada de pedra", autografado pelo escritor na Feira do Livro em Lisboa de 1989. Ao saber da minha nacionalidade Saramago referiu com orgulho que a obra já estava a ser traduzido para holandês: "Het stenen vlot" - ed. Meulenhoff.

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  5. Parece aqui de longe que o PR faz de acólito e junta-se à missa celebrada pelo Papa... Será para obter perdão pela promulgação da lei do casamento homossexual?
    Grande duo!!!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Entre o Vaticano e o Cavaco que venha o "diabo" e escolha...
    A TV portuguesa tem passado excertos de uma entrevista de Saramago, onde este diz que Cavaco é um "génio da banalidade". Parece-me uma boa definição.
    Daqui a uns anos ninguém se lembrará do Cavaco e toda a gente continuará a ler Saramago. A cultura sempre foi mais importante do que a política.

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