O bastonário da Ordem dos Advogados veio apelar à abstenção. Perdeu (mais) uma excelente ocasião para estar calado e devia, na minha opinião, pedir desculpa aos Portugueses.
A abstenção e a capitulação perante o status quo não são opções válidas para os Portugueses. O estado actual do País tem a sua origem, justamente, na abstenção e na capitulação. Abstêm-se aqueles que aceitam o "arco do poder" e votam de forma acrítica nos partidos que o compõem, como se abstêm aqueles que não aceitam esse "arco da velha" mas não vão votar porque "não vale a pena". Não há diferença qualitativa entre estas duas posições. Mudar o País é participar mais, não fugir.
Estamos habituados às tiradas do doutor Marinho e Pinto. Aceitamos que enquanto bastonário da sua ordem emita opiniões publicamente sobre a sua organização e a sua área de actividade. Aceitamos até que emita opiniões sobre questões de cidadania na perspectiva técnica que é a sua. Mas, considero inaceitável que emita opiniões pessoais deste teor, encavalitado no estatuto público que detém e aproveitando como parasita os megafones que lhe estendem por causa disso. É uma atitude totalmente irresponsável.
Não fora Bastonário e a voz de Marinho e Pinto não chegava ao céu. Por isso devia usar o seu estatuto de modo responsável. Este tipo de irresponsabilidade faz também parte do conjunto de problemas de que sofre o país.
Pena não podermos votar nas eleições para bastonário da OA...

Não é só o Marinho que é um desbocado. O Otelo também só diz disparates...quem nos falta ainda ouvir?
ResponderEliminarInfelizmente é verdade. O Otelo também quis ajudar à festa.
ResponderEliminarQuanto à pergunta "quem nos falta ainda ouvir?" eu responderia: quem tem estado calado...
Completamente em desacordo (já há décadas...), independentemente da figura do bastionário.
ResponderEliminarAbstenção = capitulação perante o "status quo"??
Da minha parte, não é!
É antes a rejeição total da "democracia" (meu Deus!) parlamentar que nunca funcionou e nunca funcionará!
Obrigar o Governo (como fizeram os islandeses com êxito!) a convocar um referendo sobre a ilegitimidade dos roubos institucionalizados nacionais (BPN) e agora também internacionais (FMI, etc.), isso sim!
Deixe-me explicar melhor o que penso disto. A coisa está, penso, clara no texto, mas posso precisar melhor.
ResponderEliminarPara atingirmos esse estágio (de conseguir rejeitar esta democracia) era preciso que o povo português soubesse primeiro o que é democracia. O que é empenhamento, compromisso, respeito, normas deconduta colectiva, etc, etc.
Infelizmente para rejeitar é preciso conhecer primeiro, praticar a democracia, participar, respeitar os outros. Em Portugal receio que um apelo do género que o Marinho e Pinto fez seja lido com um apelo à demissão. E isso é o que temos mais neste país.
A norma é ninguém ligar nenhuma a nada, não se comprometer, não discutir, ter medo de dizer o que pensa, etc. A norma é delegar no superior, no pai, pensar pelo que diz o comentador da tv, esperar que o presidente resolva.
Não será por vontade de dizer não que as pessoas se abstêm, mas sim por medo de não dizer que sim. Um tipo como o M. e Pinto tem responsabilidades. Estou a ver a malta que gosta do comportamento truculento dele e acha que aquilo é que é a pensar: bom, se o gajo diz que o melhor é não votar, então é que nem meto lá os pés! Nesta fase acho mal...
Já agora, para concluir o meu argumento e clarificar ainda mais, quando falo em democracia não significa que tudo isto se esgote na democracia representativa, tipo parlamentar "ocidental". Há na história da democracia --até no ocidente-- inúmeros exemplos de outros tipos de organização democrática que funcionam.
ResponderEliminarE, para provar, que não faço uma ligação simples entre democracia e eleições, como se vê por um post recente, até acho que não devia haver eleições no dia 5 de Junho. Devíamos prescindir desse direito por esta vez e... participar na mudança necessária.
Obrigado, caro Carlos Augusto, pelos esclarecimentos.
ResponderEliminarÉ verdade que há uma enorme falta de consciencialização em relação ao conceito "democracia".
Mas também: quais são os "exemplos" que as pessoas vêem? Hoje capa de jornal: "Estado paga mais 24 reformas douradas".
A revolução limita-se a uma publicidade de Paulo Futre para Licor Beirão: "Acabaram-se os tachos, um wok para cada português".
E tudo continua na mesma...
Compreender Marinho Pinto, é saber o significado de integridade. Tudo o mais é demagogia de corruptos incomodados.
ResponderEliminarLIÇÕES DE INTEGRIDADE... NÃO É PARA TODOS, MAS FAÇAMOS UM ESFORÇO POR PORTUGAL. O povo português, foi treinado, durante muitos anos a defender cegamente os partidos, e é urgente perceber que se queremos salvar este país, temos que defender e sentir lealdade pelo país, pelo povo, pela verdade e justiça.
ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/06/compreender-marinho-pinto-e-saber-o.html#ixzz36hu227Fh
Mais um dos mitos inventados em redor de Marinho Pinto.
ResponderEliminarO desespero e IMPOTÊNCIA a que estamos condenados, leva Marinho Pinto a tentar uma revolução pela abstenção... Falhou, porque os condenandos não se uniram na luta contra os carrascos. Preferiram eleger os carrascos. E foi esse apelo, pelo povo e contra o poder instalado, que agora os incoerentes que não perceberam, o atiram à cara de todos, dizendo que ele já não apelou à abstenção e agora quis votos... é um doido. Pois, ele tentou fazer a revolução nas autárquicas, não resultou porque o povo preferiu aliar-se aos corruptos, claro que ele agora tentou outra coisa... qualquer pessoa coerente percebe isso, não?
ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2014/06/compreender-marinho-pinto-e-saber-o.html#ixzz36huHCAdp