Por diversas vezes anunciou abandonar o cinema para dedicar-se ao teatro (a sua outra grande paixão) mas regressava sempre com filmes, se possível, melhores do que os anteriores: "Cenas da Vida Conjugal", "Fanny & Alexander", "Depois do Ensaio" e esse extraordinário "Saraband", derradeiro testamento de uma obra ímpar.
Na última entrevista que dele li, falava com carinho das suas mulheres-artistas e do clã de amigos de que se rodeava na ilha de Farô, onde possuia uma casa. Sobre a morte, dizia que tinha um "pacto" com o amigo e artista fétiche Erland Josephson: "Quando um de nós estiver senil, o outro deve ajudá-lo a morrer".
Não sei como morreu. A notícia chegou hoje, neutral e fria como um Verão escandinavo. Bergman pode ter partido, mas os filmes permanecerão sempre como prova maior da sua genialidade.
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