Para quem duvidava do zelo dos funcionário públicos portugueses, é sempre bom lembrar que há excepções. Uma delas foi o ex-ministro Telmo Correia que, numa noite de insónias, chegou a despachar 300 processos pendentes no seu Ministério. Por acaso, no último dia do seu mandato e em funções transitórias. Certamente devido ao cansaço, entregou o edifício do Casino de Lisboa ao Estoril-Sol. Já anteriormente, o ex-ministro Paulo Portas, por acaso do mesmo partido, tinha mandado fotocopiar milhares de documentos no Ministério da Defesa, com o argumento de que se tratava de notas pessoais. Isto tudo num par de horas.
São exemplos destes que devem orgulhar-nos e servir de argumento contra aqueles que sempre criticaram a nossa baixa produtividade. Sim, em média produzimos pouco e mal, mas quando "produzimos" é a sério!
2008/02/04
2008/02/02
"Fait-Divers"?
As recentes revelações do jornal "Público", sobre as alegadas incompatibilidades do deputado Sócrates em 1989, levantam algumas questões fundamentais que convém, desde já, clarificar: estamos perante um ataque do referido matutino ao actual primeiro-ministro, onde vale tudo, desde que o "alvo" a abater seja o "inimigo principal" do engenheiro Belmiro? Estamos perante um mentiroso compulsivo, que não olhou a meios para atingir os seus fins, numa época em que o escrutínio dos políticos era bem mais benévolo? Ou estamos perante uma investigação séria, que deve ser tomada como tal? E, se assim é, porquê Sócrates e não outros?
Mais do que as especulações que possam circular nos "mentideros" políticos e jornalísticos, seria bom que ambas as partes apresentem as "provas" de que dispõem para que estas possam ser avaliadas. Em última análise, alguém deve ter razão e só ganharíamos todos em perceber o que se passou, se é que alguma coisa teve lugar. De outra forma, criou-se mais um "fait-divers" em que o circo lusitano é demasiado fértil. Nada de novo, nesse campo, mas é bom que olhemos para a Lua, em vez de fixarmos a atenção no dedo que para esta aponta...
Mais do que as especulações que possam circular nos "mentideros" políticos e jornalísticos, seria bom que ambas as partes apresentem as "provas" de que dispõem para que estas possam ser avaliadas. Em última análise, alguém deve ter razão e só ganharíamos todos em perceber o que se passou, se é que alguma coisa teve lugar. De outra forma, criou-se mais um "fait-divers" em que o circo lusitano é demasiado fértil. Nada de novo, nesse campo, mas é bom que olhemos para a Lua, em vez de fixarmos a atenção no dedo que para esta aponta...
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