As instituições por vezes funcionam. O caso do acordo de cedência de dados pessoais dos cidadãos portugueses aos EUA motivou agora um parecer demolidor da Comissão Nacional de Protecção de Dados. O que mais surpreende é esta pressa, sublinhada pelo relatório da CNPD, do governo português em intervir numa área que está a ser objecto de tratamento global pela UE.
Não nos deve descansar o facto da UE estar a "tratar" do assunto, claro. Lembramo-nos, a propósito, do que aconteceu com as transferências de dados bancários da Europa para os E.U.A. [1][2]. Mas, para já, temos o "direito à indignação" a dar frutos. Convém é continuar a exercê-lo...