O episódio da troca de insultos na AR não é só grave pelas razões substantivas que todos tivemos oportunidade de conhecer. O que me choca não é ver membros de um orgão de soberania usando, de forma ostensiva, métodos e uma linguagem próprios de moços (e moças!) de estrebaria. O que me deixa seriamente apreensivo é imaginar que esta gente tem poder para tratar de assuntos que influenciam profundamente o dia a dia de todos nós.
Não deixa de chocar também que o Presidente da AR se limite a esperar que os deputados envolvidos neste caso moderem a linguagem, e não deixa de chocar que os outros deputados, instados a comentar o que se passou, respondam tentando branquear, uns, estas situações e chutando, outros, para a comunicação social a responsabilidade de relevar estes actos em detrimento do que, supostamente, de bom se passa na AR. Ou, tantos outros ainda, se calem.
A verdade é que podemos legitimamente perguntar: se estes deputados demonstram uma tal falta de controlo pessoal e de princípios, e os outros se calam ou assumem uma atitude de um corporativismo caricato, é de esperar que exerçam as suas funções de forma competente?
Não se trata de um fait divers. É um problema grave que merece a tomada de medidas exemplares.
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2009/12/10
2009/03/06
A questão energética em Portugal
A discussão sobre as energias renováveis está na ordem do dia em Portugal. A dependência energética é, sabêmo-lo, um dos factores decisivos que concorre para o défice da balança de pagamentos. A dependência portuguesa das importações de combustíveis fósseis e o peso destes no aumento da nossa quota de emissão de gases que contribuem para o efeito de estufa são questões que preocupam os responsáveis e os levam a trazer esta matéria das estratégias de alteração da política energética para o terreno da discussão políticia. Trata-se com efeito de matéria séria, cuja discussão se afigura urgente e necessária.
Assistimos ontem a um debate interessantíssimo sobre este assunto na AR. Baseado em factos solidamente sustentados em argumentação de índole científica inatacável, o deputado Afonso Candal dizia ao deputado José Eduardo Martins (que se reclama filho de boa gente) que não-sei-quê, sabia que ele estava muito preocupado com os contribuintes, ao que este, citando outras fontes científicas e numa tentativa de exprimir a sua própria interpretação sobre a matéria em discussão, ameaçava que lá fora é que era, enquanto mandava o deputado Candal para não-sei-onde.
Embora não tenhamos percebido exactamente o que foi dito nesta importante discussão, uma vez que os microfones estariam desligados, sabemos que algo de muito importante terá sido pronunciado.
O senhor Presidente da AR, numa tentativa de valorizar o contributo dos senhores deputados, que não se pode deixar de saudar, até referiu que num espaço físico muito confinado como é o da AR, se torna difícil perceber exactamente o que se diz, embora tenha percebido que havia qualquer coisa, não sabendo exactamente o quê... Ora, se bem interpretei as palavras do senhor dr. Jaime Gama, o que ele desejaria era que fosse dado o devido relevo ao debate ocorrido ontem na AR. Não posso estar mais de acordo. A matéria em apreço exige-o. Os portugueses em geral reivindicam-no. A comunidade científica, em particular reclama-o. Esperamos pois que os funcionários da AR, encarregados de elaborar as transcrições do Plenário, tenham tido oportunidade de apanhar tudo o que foi dito, para posterior publicação. Estou certo que este irá constituir um importantíssimo contributo da AR para a definição de futuras orientações estratégicas sobre tão delicada matéria. Atrevo-me mesmo a sugerir que a transcrição deste debate seja objecto de edição especial. Com ilustrações!
Esperamos também que daquela efusiva troca de opiniões os senhores deputados passem aos actos. A bem da Nação.
Assistimos ontem a um debate interessantíssimo sobre este assunto na AR. Baseado em factos solidamente sustentados em argumentação de índole científica inatacável, o deputado Afonso Candal dizia ao deputado José Eduardo Martins (que se reclama filho de boa gente) que não-sei-quê, sabia que ele estava muito preocupado com os contribuintes, ao que este, citando outras fontes científicas e numa tentativa de exprimir a sua própria interpretação sobre a matéria em discussão, ameaçava que lá fora é que era, enquanto mandava o deputado Candal para não-sei-onde.
Embora não tenhamos percebido exactamente o que foi dito nesta importante discussão, uma vez que os microfones estariam desligados, sabemos que algo de muito importante terá sido pronunciado.
O senhor Presidente da AR, numa tentativa de valorizar o contributo dos senhores deputados, que não se pode deixar de saudar, até referiu que num espaço físico muito confinado como é o da AR, se torna difícil perceber exactamente o que se diz, embora tenha percebido que havia qualquer coisa, não sabendo exactamente o quê... Ora, se bem interpretei as palavras do senhor dr. Jaime Gama, o que ele desejaria era que fosse dado o devido relevo ao debate ocorrido ontem na AR. Não posso estar mais de acordo. A matéria em apreço exige-o. Os portugueses em geral reivindicam-no. A comunidade científica, em particular reclama-o. Esperamos pois que os funcionários da AR, encarregados de elaborar as transcrições do Plenário, tenham tido oportunidade de apanhar tudo o que foi dito, para posterior publicação. Estou certo que este irá constituir um importantíssimo contributo da AR para a definição de futuras orientações estratégicas sobre tão delicada matéria. Atrevo-me mesmo a sugerir que a transcrição deste debate seja objecto de edição especial. Com ilustrações!
Esperamos também que daquela efusiva troca de opiniões os senhores deputados passem aos actos. A bem da Nação.
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