Aparentemente surpreendidos, mas claramente embaraçados, num primeiro tempo até nos mais experimentados dos mascarados se notou um indisfarçável esgar de pânico.
Momentaneamente recompostos, os mascarados tentam agora apanhar e recolocar as máscaras caídas. Mas é aqui que surge a surpresa.
Comentadores, actuais e ex-governantes, moços de recado e jornalistas de turno tentam, em desespero e enquanto mostram finalmente o rosto, recolocar a máscara tombada.
Ouvimos coisas espantosas, ditas com enorme convicção, como esta, por exemplo, de que a coligação de esquerda, vá-se lá saber por que desígnio perverso, se fez para se apoderar do poder ou esta outra supreendente premonição, lançada em registo grave a lembrar um shaman em estado de transe, de que o governo que vai emanar do acordo de esquerda vai governar para as eleições.
Ouvimos coisas espantosas, ditas com enorme convicção, como esta, por exemplo, de que a coligação de esquerda, vá-se lá saber por que desígnio perverso, se fez para se apoderar do poder ou esta outra supreendente premonição, lançada em registo grave a lembrar um shaman em estado de transe, de que o governo que vai emanar do acordo de esquerda vai governar para as eleições.
Ou seja, os mascarados tentam agora colocar as máscaras... nos seus adversários. São eles, eram eles, sempre foram eles, afinal, os mascarados!
Obrigado por estes momentos de stand up comedy, obrigado por esta tentativa de amenizar e de dar um ar "normal" a tudo isto.
Mas não se livram do tautau...
Mas não se livram do tautau...