A Alemanha é apontada geralmente como o país austero, das boas contas, da grande exigência e rigor. É também tido como o país do trabalho colectivo, preciso e organizado. Uma máquina, dizem! Os alemães pensam como um grande colectivo, remando aparentemente todos para o mesmo lado.
Instalada a crise internacional, a Alemanha apressa-se logo a marcar terreno impondo a si própria medidas de apertado controlo financeiro e tratando com sobranceria os países em dificuldade (o caso da Grécia, por exemplo), sugerindo medidas aos outros países, receitando sanções e castigos indizíveis diversos a quem não siga o seu exemplo de austeridade e persista na via financeira pecaminosa.
Não é que, vejam lá como as coisa são, a popularidade da senhora Merkl caiu entretanto para os níveis mais baixos de sempre?!
Se calhar, é abusivo ver aqui uma relação de causa-efeito. Se calhar, as medidas até serão consideradas insuficientes. Mas, também é legítimo imaginar que o povo terá ficado desconfiado destes, que agora reclamam tanta austeridade, por terem feito vista grossa ao facto de uma parte do buraco financeiro dos países em dificuldade ter sido comprada pelos austeros bancos alemães... Austeros bancos alemães estes que não quiseram contudo deixar de dar uma perninha no regabofe financeiro internacional, deixando a máquina alemã em pane e a precisar de manutenção. Vamos ver o que dizem os stress tests sobre os bancos alemães.