Segundo as notícias mais recentes, o governo propõe, entre outros cortes do mesmo teor, reduzir em 10% os subsídios de desemprego mais baixos.
Ora, eu julgo que o governo pode ir muito mais longe. Eu, por exemplo,
defendo outra coisa: um gajo fica desempregado, já não trabalha, não
serve para nada, o desemprego vai aumentar (é mais que certo!), vamos
ter ainda mais gente desta a chatear, em manifestações e nos centros do IEFP... nááá, é forno crematório com eles!
Fica
mais barato ao Estado e ainda se aproveita
a gordura para fazer velas para Fátima.
E, cheira-me, há-de haver um membro do
governo, perdão!, dos partidos do arco da governação, que tenha uma
empresa de fornos de certeza, a quem se pode adjudicar o jeitinho...
Sejamos destemidos!
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2012/10/24
2012/04/05
A mentira instituida como regra
Já estávamos habituados, por isso não devíamos estranhar.
O seu uso começou há muito e nem sequer é apanágio dos políticos portugueses.
Digamos que faz parte do jogo político, ainda que a "política" continue a ser considerada a mais nobre das artes.
Também sabemos que a verdade é "revolucionária", mas nem toda a gente quer ouvir falar dela, quanto mais revelá-la.
Vivemos, assim, numa espécie de realidade virtual, onde nos impingem a mentira todos os dias para que, mesmo quando nela não acreditamos, possamos viver mais descansados com a nossa consciência. Porque a "consciência" anda adormecida, cometem-se as maiores barbaridades em nome de uma coisa que se chama democracia, sem que a maioria das pessoas se indigne.
O anúncio, ontem matreiramente anunciado pelo primeiro-ministro (sobre a extensão do período de congelamento dos subsídios de férias e de Natal até 2015) e hoje confirmado pelo ministro das finanças na AR, é o exemplo acabado do despudor a que chegaram estes merdosos políticos.
Pensávamos já ter assistido ao pior e queremos sempre acreditar que, lá no fundo, "eles" não são todos iguais e alguns (quais?) até querem o nosso bem. É mentira.
Por isso não devemos estranhar.
Mais: é preciso denunciá-los todos os dias, todos os políticos e todos os partidos que eles representam, porque eles não nos representam. Para que a mentira não seja instituida como regra.
O seu uso começou há muito e nem sequer é apanágio dos políticos portugueses.
Digamos que faz parte do jogo político, ainda que a "política" continue a ser considerada a mais nobre das artes.
Também sabemos que a verdade é "revolucionária", mas nem toda a gente quer ouvir falar dela, quanto mais revelá-la.
Vivemos, assim, numa espécie de realidade virtual, onde nos impingem a mentira todos os dias para que, mesmo quando nela não acreditamos, possamos viver mais descansados com a nossa consciência. Porque a "consciência" anda adormecida, cometem-se as maiores barbaridades em nome de uma coisa que se chama democracia, sem que a maioria das pessoas se indigne.
O anúncio, ontem matreiramente anunciado pelo primeiro-ministro (sobre a extensão do período de congelamento dos subsídios de férias e de Natal até 2015) e hoje confirmado pelo ministro das finanças na AR, é o exemplo acabado do despudor a que chegaram estes merdosos políticos.
Pensávamos já ter assistido ao pior e queremos sempre acreditar que, lá no fundo, "eles" não são todos iguais e alguns (quais?) até querem o nosso bem. É mentira.
Por isso não devemos estranhar.
Mais: é preciso denunciá-los todos os dias, todos os políticos e todos os partidos que eles representam, porque eles não nos representam. Para que a mentira não seja instituida como regra.
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