Vale a pena ler este artigo "The credit rating agencies are leading an assault on nations and peoples" de Martin Kettle e divulgá-lo.
Vale a pena ler este artigo.
Vale a pena recordar o papel que estas agências de rating tiveram e têm na geração da "crise".
Vale a pena questionar seriamente a existência destes anjos exterminadores, desta nova peste, destes modernos carrascos dos povos.
Vale certamente a pena recordá-lo ao escutarmos os comentários do candidato Cavaco sobre este tema.
Vale a pena recordá-lo enquanto estivermos a pagar as "reformas" e a especulação que o expediente da invocação da palavra "crise" tem suscitado e perguntar porque é que, tendo rosto e tendo nós que a pagar, a "crise" continua impune.
Vale a pena saír deste torpor em que nos encontramos.
Vale a pena insurgirmo-nos contra o fait accompli.
Vale a pena condenar o perdão implícito e corresponsável que o torpor automaticamente concede aos poderosos e o libelo fácil e leviano que muitos proferem contra os que sofrem, contra aqueles que por estarem habituados a sofrer, por lhes ouvirmos poucas ou nenhumas queixas, por estarem mais debilitados ou por terem medo, deixamos condenar sumariamente em resultado deste torpor.
A culpa de tudo isto não é deles. A culpa da "crise" é dos poderosos!
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2011/01/06
2010/04/27
Estão todos bem uns para os outros
A Standard & Poor’s (que raio de nome para uma agência que lida com questões da alta finança...) acaba de baixar ainda mais a classificação da dívida grega e portuguesa. O NYT fala num "receio de que a crise da dívida pública na Europa tenha entrado numa espiral de descontrolo."
O NYT dizia noutro ponto que este abaixamento do rating da Grécia e de Portugal "chega no fim de outro dia mau para a zona euro." Um cenário que vai sendo montado a pouco e pouco para justificar as reacções dos "mercados" que todos parecem obedientemente esperar.
Mesmo que não estivesse numa "espiral de descontrolo", instituições criminosas com a S&P velam para que isso aconteça e assim, quem está em dificuldades, vê as dificuldades aumentar porque o dinheiro fica mais caro. São coisas que os "pensadores" da economia do século XXI e instituições como a S&P hão-de ter de me explicar: como é que a solução para as dificuldades de uma economia é aumentar-lhe as dificuldades...? E, como é que é possível justificar e aceitar que os "mercados" destruam... o mercado?
Enquanto isso, o governo alemão continua a "brincar com o fogo," como refere Isabel Arriaga e Cunha no Público de hoje. Numa manifestação de senso de humor como não se lhe via desde a década de 40 do século passado, o governo alemão parece estar a fazer depender a sua resposta ao problema que a zona euro enfrenta da sua estratégia para umas eleições internas, enquanto, inexplicavelmente, vem protelando ou boicotando a tomada de medidas para uma "maior vigilância da situação económica e orçamental dos membros do euro," como refere ainda Isabel Arriaga e Cunha.
Os "mercados" aproveitam para actuar e vão tratando de escaqueirar o euro. É bem feita! Mas, o que é que a Alemanha ganha com tudo isto?!
O NYT dizia noutro ponto que este abaixamento do rating da Grécia e de Portugal "chega no fim de outro dia mau para a zona euro." Um cenário que vai sendo montado a pouco e pouco para justificar as reacções dos "mercados" que todos parecem obedientemente esperar.
Mesmo que não estivesse numa "espiral de descontrolo", instituições criminosas com a S&P velam para que isso aconteça e assim, quem está em dificuldades, vê as dificuldades aumentar porque o dinheiro fica mais caro. São coisas que os "pensadores" da economia do século XXI e instituições como a S&P hão-de ter de me explicar: como é que a solução para as dificuldades de uma economia é aumentar-lhe as dificuldades...? E, como é que é possível justificar e aceitar que os "mercados" destruam... o mercado?
Enquanto isso, o governo alemão continua a "brincar com o fogo," como refere Isabel Arriaga e Cunha no Público de hoje. Numa manifestação de senso de humor como não se lhe via desde a década de 40 do século passado, o governo alemão parece estar a fazer depender a sua resposta ao problema que a zona euro enfrenta da sua estratégia para umas eleições internas, enquanto, inexplicavelmente, vem protelando ou boicotando a tomada de medidas para uma "maior vigilância da situação económica e orçamental dos membros do euro," como refere ainda Isabel Arriaga e Cunha.
Os "mercados" aproveitam para actuar e vão tratando de escaqueirar o euro. É bem feita! Mas, o que é que a Alemanha ganha com tudo isto?!
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