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2014/04/29

Mudar de Vida...

... é o título do filme, dedicado à vida e obra de José Mário Branco, exibido no "Indies", o Festival de Cinema Independente, a decorrer esta semana em várias salas de Lisboa.
Um documento importante, num país sem grande tradição de "biopics" e, onde, a maior parte dos documentários, é feita para a televisão.
A partir de material inédito, filmado em França nos anos setenta, o documentário "Mudar de Vida: José Mário Branco, vida e obra", acompanha cronologicamente a vida do cantor, desde o exílio em Paris ao regresso a Portugal, após o 25 de Abril, incluindo as experiências no Colectivo GAC e nos grupos de teatro "A Comuna" e "Teatro do Mundo", até ao seminal "FMI", período que, nas suas próprias palavras, encerra um ciclo da sua vida artística. Segue-se uma segunda parte, onde o filme acompanha o processo criativo do músico e compositor, em projectos tão díspares como a produção dos álbuns de Camané ou "raps" de Chullage, sem nunca passar ao lado da intervenção política, um prolongamento da sua vida como músico.
O documentário, abre com o texto "Mudar de Vida", do concerto do mesmo nome, filmado na Culturgest em 2008 e que, ao longo do filme (115 minutos), regressa como fio-condutor da obra.
Realizado pelos jovens Pedro Fidalgo e Nelson Guerreiro, "Mudar de Vida" foi produzido com a ajuda de "crowdfunding" e é uma co-produção luso-francesa. As suas quase duas horas de duração, provam que o dinheiro foi bem investido. A ver, porque imperdível.   

2012/05/08

A Dívida



CATASTROIKA - Multilingual por infowar  Mais do que pagar ou não a Dívida, importa saber que Dívida devemos pagar, uma vez que nem toda a Dívida é da responsabilidade dos cidadãos dos países intervencionados, entre os quais Portugal. Este é o objectivo central do "Movimento da Democracia Participativa" que, em colaboração com a "Iniciativa por uma Auditoria Cidadã" e o CIDAC, levaram a cabo uma acção de formação no passado fim-de-semana. Entre os oradores, estiveram os economistas João Romão (A crise actual), José Maria Castro Caldas (O que é a Dívida?), Sara Rocha (A dívida portuguesa - casos específicos) e o sociólogo Guilherme da Fonseca Statter (A dívida portuguesa - a ratoeira da dívida), para além de Martins Gurreiro (O papel dos cidadãos) que na sua intervenção falou da criação deste movimento e o processo em curso. A anteceder as comunicações, João Camargo, representante português no fórum internacional dos movimentos de auditoria cidadã, apresentou o último filme da dupla Aris Chatzistafenou e Katerina Kitidi (autores de "dividocracia") que, nesta produção, abordam a estratégia da intervenção neo-liberal em diversos países e continentes.