2011/05/31

O choque fiscal

Ontem foi dia de IRS. Um ritual de Maio, que tento resolver todos os anos, através da NET, sem sucesso. Após várias tentativas frustradas para aceder à página da Declaração, dou-me por vencido e rumo em direcção à Loja do Cidadão mais próxima. Ao tentar apanhar o comboio para o Rossio, percebo que havia uma greve da CP. Tento o táxi e o metro e, meia-hora mais tarde, estou nos Restauradores. Aí esperava-me a terceira surpresa do dia: o sistema estava com falhas técnicas e o tempo de espera podia chegar a duas horas. Há dias em que não devemos sair de casa...
Porque nestas coisas há que ser criativo, depois de tirar uma senha resolvi sair do edifício e ir à estação dos correios no outro lado da praça pôr uma encomenda. Mais uma senha e meia hora de espera. Num balcão de seis "guichets", apenas três funcionários trabalhavam.
Volto à Loja do Cidadão, onde aguardo mais uma hora. Aproveito para terminar "O complexo de Portnoy" de Philip Roth, um livro que recomendo em filas de espera.
Finalmente sou atendido. A funcionária preenche a declaração e entrega-me uma simulação da quantia que devo receber. De mal a menos...
Volto ao Rossio. Milhares de passageiros aguardam nas plataformas por um comboio que não vai chegar. O "segurança" de serviço repete em voz monótona a mesma notícia: não haverá comboios antes das 20.34h da noite. São 19h e opto por apanhar o metro e um táxi para voltar para casa. Perdi cinco horas para entregar uma declaração de impostos que leva 5 minutos a preencher.
Nas notícias desta manhã, ouço os funcionários da DGI pedir alargamento do prazo de entrega, única forma de processar o meio milhão de declarações de IRS e IRC em falta.
Os técnicos do FMI não sabem no que se meteram...

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