2011/06/18

Um ano sem Saramago

"Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a núvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo...e, já agora, privatize-se a puta que os pariu a todos."

José Saramago in "Cadernos de Lanzarote", Diário III, Pág. 148

1 comentário:

Tulip disse...

eu só carrego no botão do "gosto" repito-o..

- GOSTO!

(obrigada)