Pacheco Pereira ouviu as escutas e declarou hoje, na Comissão de Inquérito, que o material escutado é de uma de gravidade extrema e comprova a tentativa do governo em silenciar a TVI.
Perante esta afirmação, Ricardo Rodrigues, um homem conhecido por não gostar de gravadores, replicou que as escutas - em tanto que material de prova - são ilegais, pelo que se trata de uma violação da justiça.
Temos, assim, provas em escutas e escutas que não podem constituir provas. Uma situação completamente surreal, uma vez que a Comissão solicitou as gravações, o que foi aceite pela Procuradoria da República e, agora, que as gravações podem ser escutadas, os deputados do PS dispensam a sua audição e refutam as conclusões de quem as escutou.
Quem é que, afinal, não está interessado em conhecer a verdade?
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2010/05/18
2010/04/22
O "Brunch" (2)
Rui Pedro Soares, o "boy" do PS na administração da PT e do Taguspark, implicado na tentativa de compra da TVI pela PT, recusou-se hoje a prestar depoimentos na Comissão de Inquérito da AR criada para averiguar este caso.
Ao recusar testemunhar - refugiando-se na argumentação genérica do silêncio ao qual disse ter direito - perante uma Comissão com a qual se dispôs a colaborar, Pedro Soares incorre num processo por desobediência civil e a ser condenado por essa atitude. Isto sem saber sequer quais as perguntas a que iria ter de responder na Comissão.
Pior, este procedimento abre um precedente grave e põe em risco trabalhos futuros desta ou qualquer outra Comissão de Inquérito criada para efeitos similares.
Vergonhosa, foi igualmente a posição dos representantes do PS em todo este processo, ao recusarem condenar a atitude de Pedro Soares e a absterem-se na votação final que aprovou uma condenação e nova chamada ao Parlamento do ex-administrador do Taguspark. Sai mais um "brunch" matinal para a mesa do canto!
Ao recusar testemunhar - refugiando-se na argumentação genérica do silêncio ao qual disse ter direito - perante uma Comissão com a qual se dispôs a colaborar, Pedro Soares incorre num processo por desobediência civil e a ser condenado por essa atitude. Isto sem saber sequer quais as perguntas a que iria ter de responder na Comissão.
Pior, este procedimento abre um precedente grave e põe em risco trabalhos futuros desta ou qualquer outra Comissão de Inquérito criada para efeitos similares.
Vergonhosa, foi igualmente a posição dos representantes do PS em todo este processo, ao recusarem condenar a atitude de Pedro Soares e a absterem-se na votação final que aprovou uma condenação e nova chamada ao Parlamento do ex-administrador do Taguspark. Sai mais um "brunch" matinal para a mesa do canto!
2010/04/21
O "Brunch"
A fim de dissipar quaisquer dúvidas relativamente às suas declarações, o advogado (ou será jurista?) Paulo Penedos dizia hoje na Comissão de Inquérito, onde foi chamado a depôr, que só responderia àquilo que o seu sigilo profissional permitisse. Declarações que, de resto, já tinha proferido aquando da sua passagem pela Comissão de Ética há dois meses atrás.
Perante tal desconchavo, alguém lhe chamou a atenção para o facto de, nesta Comissão, ele encontrar-se sob juramento e ter de responder a todas as questões, mesmo que isso implicasse haver audições à porta fechada.
Resposta do jurista (ou será advogado?) Penedos: "não estou aqui para responder a ameaças veladas".
Ora, como muito bem lembrou um deputado presente, a Comissão de Inquérito - criada para averiguar da tentativa de compra da TVI pela PT, com conhecimento do governo - está mandatada pelo Parlamento para averiguar esta questão e dispõe de meios legais para fazê-lo. Mais, os deputados ali presentes, são os representantes escolhidos pela Assembleia da República e, nesse sentido, uma recusa de esclarecimentos será interpretada como uma recusa de colaboração no inquérito e poderá ter consequências disciplinares. Ou seja, citando ainda o mesmo deputado, esta Comissão não foi propriamente criada para fazer um qualquer "brunch" matinal.
Nem mais.
Perante tal desconchavo, alguém lhe chamou a atenção para o facto de, nesta Comissão, ele encontrar-se sob juramento e ter de responder a todas as questões, mesmo que isso implicasse haver audições à porta fechada.
Resposta do jurista (ou será advogado?) Penedos: "não estou aqui para responder a ameaças veladas".
Ora, como muito bem lembrou um deputado presente, a Comissão de Inquérito - criada para averiguar da tentativa de compra da TVI pela PT, com conhecimento do governo - está mandatada pelo Parlamento para averiguar esta questão e dispõe de meios legais para fazê-lo. Mais, os deputados ali presentes, são os representantes escolhidos pela Assembleia da República e, nesse sentido, uma recusa de esclarecimentos será interpretada como uma recusa de colaboração no inquérito e poderá ter consequências disciplinares. Ou seja, citando ainda o mesmo deputado, esta Comissão não foi propriamente criada para fazer um qualquer "brunch" matinal.
Nem mais.
2009/07/08
A Sanfoneira
Um dos meus instrumentos de "culto" sempre foi a sanfona, igualmente conhecida por "hurdy gurdy", "vielle à roue" ou realejo. Grandes "sanfoneiros" da actualidade são, por exemplo, os franceses Valentin Clastrier e Patrick Bouffard, ou Marie Yacoub (Bretanha) e Maurízio Martinotti (Itália), não esquecendo os portugueses Tentúgal (Vai de Roda) Fernando Meireles (Realejo) e Carlos Guerreiro (Gaiteiros de Lisboa), todos instrumentistas que aprecio e cujas carreiras acompanho de há muitos anos a esta parte.
Neste firmamento de notáveis músicos surgiu, recentemente, uma nova estrela: Sónia, a "sanfoneira" de Alpiarça. Não que ela (que se saiba) tenha alguma vez tocado o referido instrumento; mas porque foi capaz de nos "dar música" horas a fio, sobre um assunto investigado até à exaustão durante meses e sobre o qual ninguém naquela Comissão Parlamentar de Inquérito parece ter dúvidas. À excepção da Sónia, encarregada da redacção do relatório final, que conseguiu a fantástica proeza de extrair uma conclusão diferente da opinião da maioria dos partidos representados na Comissão e isso, temos de concordar, é obra!
Acontece que, Sanfona, para além de deputada, é candidata à Câmara de Alpiarça nas próximas autárquicas. Caso não seja eleita, perde igualmente o lugar de deputada, do qual deve abdicar devido à incompatibilidade dos cargos. Uma contrariedade de monta. Logo agora que ela tinha feito um bom "serviço" ao Partido Socialista na tal Comissão de Inquérito. Uns mal-agradecidos, estes "socialistas". É caso para dizer, tanta "música" para nada...
Neste firmamento de notáveis músicos surgiu, recentemente, uma nova estrela: Sónia, a "sanfoneira" de Alpiarça. Não que ela (que se saiba) tenha alguma vez tocado o referido instrumento; mas porque foi capaz de nos "dar música" horas a fio, sobre um assunto investigado até à exaustão durante meses e sobre o qual ninguém naquela Comissão Parlamentar de Inquérito parece ter dúvidas. À excepção da Sónia, encarregada da redacção do relatório final, que conseguiu a fantástica proeza de extrair uma conclusão diferente da opinião da maioria dos partidos representados na Comissão e isso, temos de concordar, é obra!
Acontece que, Sanfona, para além de deputada, é candidata à Câmara de Alpiarça nas próximas autárquicas. Caso não seja eleita, perde igualmente o lugar de deputada, do qual deve abdicar devido à incompatibilidade dos cargos. Uma contrariedade de monta. Logo agora que ela tinha feito um bom "serviço" ao Partido Socialista na tal Comissão de Inquérito. Uns mal-agradecidos, estes "socialistas". É caso para dizer, tanta "música" para nada...
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