As especulações sobre as razões da "eliminação" do Jornal das sextas-feiras na TVI, apontam para uma de três possibilidades:o motivo político, o motivo comercial e o motivo editorial.
Para a oposição (da esquerda à direita) o "ideal" seria o PS estar por detrás da manobra. Não constituia o jornal, apresentado por Moura Guedes, o maior ataque semanal ao primeiro-ministro em toda a comunicação social portuguesa?
Para o governo, tal tese só pode prejudicá-lo e não parece que os "spin-doctors" do PS fossem assim tão estúpidos.
Restam os "espanhóis". Estes, da sede da Prisa, algures em Madrid, teriam dado as ordens pelo telefone.
Confrontadas as "partes" com os diversos cenários, ninguém parece ter uma resposta clara sobre o assunto:
O PS vem a terreiro pedir explicações à Alta Autoridade para a Comunicação Social, demarcando-se do acto. A oposição não acredita e continua a querer ver o dedo do governo na manobra. Os "espanhóis" desmentem qualquer implicação no caso e passam a responsabilidade para a Média Capital em Lisboa. Esta delega na administração da TVI a decisão e a administração, por sua vez, emite um comunicado a falar na "harmonização" dos blocos informativos da estação, como razão última para a "homogeneização" em curso. No meio destes jogos florentinos, falta a verdade. Ou, na falta dela, a notícia principal. Aquilo, a que, em jargão jornalístico, se chama a "Cacha". Mas, agora, sem a Manuela, como é que vamos saber quem é o culpado?
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2009/09/04
2009/06/26
Para quê uma Lei de Imprensa?
Não se percebe como é que este episódio da intenção da PT de comprar parte da Media Capital não provocou no país um enorme e veemente movimento de indignação. A operação em si era suspeita e levantava de facto legítimas dúvidas. O PR esteve bem ao assinalá-lo. Mas, o recuo e as justificações do governo sobre esta matéria parecem-me bem mais escandalosos. E sobre isso não vejo nenhum comentário...
Então a alteração da formação do capital de uma empresa de comunicação social é susceptível de poder ser intepretada como sinal de que isso pode provocar, sem mais nem menos, alterações na orientação editorial dessa empresa? Ah, é?!
Então a empresa em questão não tem um Estatuto Editorial? E as alterações a esse estatuto não têm de ser sujeitas a uma série de procedimentos legais, nomeadamente, ao parecer do conselho de redacção? Ou seja: podemos ser levados a suspeitar que a PT, por delegação de competências do governo, poderia entrar pela TVI dentro e desatar a escaqueirar tudo aquilo, ultrapassando a Lei como quisesse?
Então isso seria possível, pergunto eu ingenuamente...? Mas, não há uma Lei de Imprensa que regula tudo isto?! E o Primeiro Ministro nem sequer sublinha o facto de que esta matéria se encontra regulamentada pela dita Lei?!!
Será que na RTP, por exemplo, o Estatuto Editorial pode ser alterado, passando por cima das disposições legais em vigor...? E em qualquer outro orgão de comunicação isso também é possível? Porquê a excepção para a TVI? Para quê exigir então a observação de tantos procedimentos legais para a formação de um orgão de comunicação? Para que é que existe tanto rigor em relação à clareza da formação do capital social dessas empresas? Para quê a obrigatoriedade de um Estatuto Editorial? Por que razão se exige que este seja do conhecimento público obrigatório? Qual é afinal o papel e a responsabilidade do director de um orgão de comunicação?
Não era mais fácil que, em vez de leis e outros procedimentos chatos e fastidiosos, fosse tudo à molhada e fé em Deus? Resulta para uma data de coisas... Ou não seria mesmo preferível voltar a ter uns coronéis de lápis azul em punho, como havia antigamente? Ao menos sabia-se de antemão ao que vinham...
Com toda esta fantochada quase que me apetece defender o dr. Jardim da Madeira. Esse ao menos poupa-nos a exercícios de cinismo como este com que agora o governo central nos tenta adormecer.
Será que a proximidade do fim de semana retirou capacidade de discernimento aos portugueses?
Então a alteração da formação do capital de uma empresa de comunicação social é susceptível de poder ser intepretada como sinal de que isso pode provocar, sem mais nem menos, alterações na orientação editorial dessa empresa? Ah, é?!
Então a empresa em questão não tem um Estatuto Editorial? E as alterações a esse estatuto não têm de ser sujeitas a uma série de procedimentos legais, nomeadamente, ao parecer do conselho de redacção? Ou seja: podemos ser levados a suspeitar que a PT, por delegação de competências do governo, poderia entrar pela TVI dentro e desatar a escaqueirar tudo aquilo, ultrapassando a Lei como quisesse?
Então isso seria possível, pergunto eu ingenuamente...? Mas, não há uma Lei de Imprensa que regula tudo isto?! E o Primeiro Ministro nem sequer sublinha o facto de que esta matéria se encontra regulamentada pela dita Lei?!!
Será que na RTP, por exemplo, o Estatuto Editorial pode ser alterado, passando por cima das disposições legais em vigor...? E em qualquer outro orgão de comunicação isso também é possível? Porquê a excepção para a TVI? Para quê exigir então a observação de tantos procedimentos legais para a formação de um orgão de comunicação? Para que é que existe tanto rigor em relação à clareza da formação do capital social dessas empresas? Para quê a obrigatoriedade de um Estatuto Editorial? Por que razão se exige que este seja do conhecimento público obrigatório? Qual é afinal o papel e a responsabilidade do director de um orgão de comunicação?
Não era mais fácil que, em vez de leis e outros procedimentos chatos e fastidiosos, fosse tudo à molhada e fé em Deus? Resulta para uma data de coisas... Ou não seria mesmo preferível voltar a ter uns coronéis de lápis azul em punho, como havia antigamente? Ao menos sabia-se de antemão ao que vinham...
Com toda esta fantochada quase que me apetece defender o dr. Jardim da Madeira. Esse ao menos poupa-nos a exercícios de cinismo como este com que agora o governo central nos tenta adormecer.
Será que a proximidade do fim de semana retirou capacidade de discernimento aos portugueses?
2009/05/29
Obrigado ERC
A decisão da ERC relativa ao Jornal da Noite da TVI parece aquela história do "pato com laranja" de que alguns se lembrarão. É chocante (profundamente chocante!) a decisão, são chocantes as justificações e os processos da ERC e constituem um verdadeiro escândalo as cínicas declarações de Arons de Carvalho sobre este assunto. A imaginação corre à solta quando se pensa nesta figura a "regular" a pasta da comunicação em tempos anteriores...
Tudo isto cheira a mafia e a trampolinice, e revela claramente os tiques autoritários e fascitóides desta governação "socialista", para além de revelar o grau de "isenção" dessa "entidade reguladora da comunicação" (só o título causa logo um calafrio!).
Ninguém me ensina a ver um telejornal, ninguém me diz o que eu posso ou não posso ver, já tenho um pai que chegue! E digo-vos mesmo mais: nunca fui fã da Manuela Moura Guedes, mas vou passar a ver e ouvir o dito Jornal da Noite religiosamente todos os dias... Pode ser que aprenda com a informação da TVI aquilo que o "rigor" e a "independência" de outros serviços informativos me impedem de conhecer.
Obrigado ERC.
Tudo isto cheira a mafia e a trampolinice, e revela claramente os tiques autoritários e fascitóides desta governação "socialista", para além de revelar o grau de "isenção" dessa "entidade reguladora da comunicação" (só o título causa logo um calafrio!).
Ninguém me ensina a ver um telejornal, ninguém me diz o que eu posso ou não posso ver, já tenho um pai que chegue! E digo-vos mesmo mais: nunca fui fã da Manuela Moura Guedes, mas vou passar a ver e ouvir o dito Jornal da Noite religiosamente todos os dias... Pode ser que aprenda com a informação da TVI aquilo que o "rigor" e a "independência" de outros serviços informativos me impedem de conhecer.
Obrigado ERC.
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