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2012/08/11
Perguntas Simples
Se o MP não encontra os documentos do negócio dos submarinos no Ministério da Defesa, porque não pedi-los a Paulo Portas que, antes de sair do governo, fez 60.000 fotocópias no ministério que tutelava?
2010/08/05
Mas vamos ter submarinos, caraças!
Um "contexto de contenção orçamental e de redução da despesa pública" foi a justificação arranjada pelo Ministério da Educação para congelar as verbas atribuídas ao ensino da música, no âmbito do chamado ensino artístico.
Trata-se de uma manobra feia, feita, como alguém me apontou, assim, pela calada do verão, que apanha toda a gente de surpresa e em contraciclo daquilo que tinha sido a orientação do ME. Nesta onda de disparar em todas as direcções e atacar os mais vulneráveis, os ataques também chegam à pobre da música que fica assim mais pobre ainda...
A medida é tomada numa altura que não permite às escolas honrar compromissos assumidos em tempo oportuno, prejudicando essas escolas, os seus professores e alunos. E suspeito que, no caso dos professores, os mais prejudicados serão justamente os jovens licenciados que buscam uma oportunidade de se "inserir no mercado de trabalho", justamente aqueles por quem os responsáveis vertem lágrimas cínicas a toda a hora e que dizem querer proteger. E vamos ver como se resolve o problema dos alunos já matriculados, que agora ficam de fora por falta de verba...
É significativo que esta medida seja tomada pelo Ministério da Educação numa altura em que uma, digamos, escritora detém a pasta, e em que temos como Ministra da Cultura, digamos, uma pianista. Diz bem do peso que elas, a educação e a cultura terão no Conselho de Ministros e diz bem do peso que para estas ministras tem o ensino artístico. Cultura e ensino, são, como fica amplamente demonstrado para quem ainda tinha dúvidas, conceitos descartáveis.
Não pode esta medida deixar de suscitar a todos nós o mais vivo repúdio!
Trata-se de uma manobra feia, feita, como alguém me apontou, assim, pela calada do verão, que apanha toda a gente de surpresa e em contraciclo daquilo que tinha sido a orientação do ME. Nesta onda de disparar em todas as direcções e atacar os mais vulneráveis, os ataques também chegam à pobre da música que fica assim mais pobre ainda...
A medida é tomada numa altura que não permite às escolas honrar compromissos assumidos em tempo oportuno, prejudicando essas escolas, os seus professores e alunos. E suspeito que, no caso dos professores, os mais prejudicados serão justamente os jovens licenciados que buscam uma oportunidade de se "inserir no mercado de trabalho", justamente aqueles por quem os responsáveis vertem lágrimas cínicas a toda a hora e que dizem querer proteger. E vamos ver como se resolve o problema dos alunos já matriculados, que agora ficam de fora por falta de verba...
É significativo que esta medida seja tomada pelo Ministério da Educação numa altura em que uma, digamos, escritora detém a pasta, e em que temos como Ministra da Cultura, digamos, uma pianista. Diz bem do peso que elas, a educação e a cultura terão no Conselho de Ministros e diz bem do peso que para estas ministras tem o ensino artístico. Cultura e ensino, são, como fica amplamente demonstrado para quem ainda tinha dúvidas, conceitos descartáveis.
Não pode esta medida deixar de suscitar a todos nós o mais vivo repúdio!
2010/08/03
Estupidez
O Almirante Vieira Matias usou palavras fortes para caracterizar, o que ele considera, uma campanha contra a aquisição dos submarinos. Usou, a propósito, o termo "estupidez" várias vezes e de forma particularmente veemente. Deixa-me sempre inquieto ouvir um alto dirigente militar usar este tipo de "argumentos" para defender o seu ponto de vista.
Acontece que o custo dos submarinos é da ordem dos 980 milhões de euros, o que constitui uma percentagem à volta de 0.6% do PIB. São valores que impressionam. Não quero fazer aqui comparações rigorosas (não é fácil...) mas deixem-me dar dois exemplo. Em 2006, o custo total do sistema de saúde, por exemplo, terá sido de cerca de 10% do PIB. Em 2007, o custo total das pensões mínimas do regime geral de segurança social foi de cerca de 3 milhões de euros, aproximadamente 0.3% do que custaram agora estes subamarinos. Ou seja, em traços muito gerais e mesmo que corrigíssemos o desfasamento temporal destes dados e a sua previsível variação para os anos subsequentes (que eu não fiz!) é fácil perceber que o Estado consome, levianamente, em dois submarinos, uma percentagem incompreensivelmente grande do nosso PIB. Dois submarinos apenas custam mais de 300 vezes o valor que a totalidade dos pensionistas mais pobres recebeu em 2007. São opções que custa aceitar e só por leviandade se pode dizer que quem se opõe a estas escolhas é estúpido.
E por isso acho que uma aquisição destas representa uma injustiça sem justificação e por isso não devia ser feita. Eu diria, se fosse almirante, que é uma estupidez... A situação das finanças públicas agrava ainda mais, claro, todo este quadro, mas nem era necessário tê-la em conta.
Corremos o risco de ver umas dezenas de marujos a divertirem-se à grande com estes brinquedos novos que lhes arranjaram, enquanto os tais "novos pobres" e os velhos pobres vão caindo aí pelos cantos sem nada para comer, batendo à porta do bispo Carlos Azevedo para este lhes arranjar uma bucha.
Ou querem ver que é tudo mentira e que o bispo anda a gozar com a malta e o almirante Matias afinal é que tem razão?
Ou podemos, enquanto rangemos os tridentes de raiva, contabilizar isto como um donativo generoso que estamos a fazer à Alemanha para adquirimos o direito a sair do humilhante grupo dos PIIGs?
Acontece que o custo dos submarinos é da ordem dos 980 milhões de euros, o que constitui uma percentagem à volta de 0.6% do PIB. São valores que impressionam. Não quero fazer aqui comparações rigorosas (não é fácil...) mas deixem-me dar dois exemplo. Em 2006, o custo total do sistema de saúde, por exemplo, terá sido de cerca de 10% do PIB. Em 2007, o custo total das pensões mínimas do regime geral de segurança social foi de cerca de 3 milhões de euros, aproximadamente 0.3% do que custaram agora estes subamarinos. Ou seja, em traços muito gerais e mesmo que corrigíssemos o desfasamento temporal destes dados e a sua previsível variação para os anos subsequentes (que eu não fiz!) é fácil perceber que o Estado consome, levianamente, em dois submarinos, uma percentagem incompreensivelmente grande do nosso PIB. Dois submarinos apenas custam mais de 300 vezes o valor que a totalidade dos pensionistas mais pobres recebeu em 2007. São opções que custa aceitar e só por leviandade se pode dizer que quem se opõe a estas escolhas é estúpido.
E por isso acho que uma aquisição destas representa uma injustiça sem justificação e por isso não devia ser feita. Eu diria, se fosse almirante, que é uma estupidez... A situação das finanças públicas agrava ainda mais, claro, todo este quadro, mas nem era necessário tê-la em conta.
Corremos o risco de ver umas dezenas de marujos a divertirem-se à grande com estes brinquedos novos que lhes arranjaram, enquanto os tais "novos pobres" e os velhos pobres vão caindo aí pelos cantos sem nada para comer, batendo à porta do bispo Carlos Azevedo para este lhes arranjar uma bucha.
Ou querem ver que é tudo mentira e que o bispo anda a gozar com a malta e o almirante Matias afinal é que tem razão?
Ou podemos, enquanto rangemos os tridentes de raiva, contabilizar isto como um donativo generoso que estamos a fazer à Alemanha para adquirimos o direito a sair do humilhante grupo dos PIIGs?
2010/03/31
yellow submarines
De acordo com o "Der Spiegel" o montante pago em subornos no negócio dos submarinos poderá atingir os 36 milhões de euros. Imagino a inveja dos pescadores portugueses: Quantas toneladas de robalos não poderiam ser comprados com tal maquia?
2009/10/01
The Yellow Submarine
Não é bem o contrato da compra dos submarinos que desapareceu. O que desapareceu é o contrato de financiamento. As contrapartidas. Qualquer coisa como 30 milhões de euros. Estão a perceber?
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