Menos de 24 horas após ter sido visionado pelos provedores da RTP e da RDP, o polémico "spot" da Antena 1 (onde subliminarmente se insinuava que as manifestações prejudicavam quem queria trabalhar!) foi retirado.
Andaram bem Paquete de Oliveira e Adelino Gomes ao interpretarem a lei e o sentimento de indignação daqueles que denunciaram e protestaram contra esta grosseira manipulação. Para esta rápida reacção muito contribuiram, nunca será demais realçá-lo, os diversos "blogs" que alertaram para o anúncio e, dessa forma, deram continuidade a uma acção que pode ser considerada exemplar.
Ainda os ecos desta tentativa de manipulação não tinham desaparecido e já uma nova polémica parece estalar. A acreditar no comunicado da ERC (Entidade Reguladora da Comunicação) têm chegado a este organismo queixas de diversos espectadores sobre os conteúdos do telejornal da TVI, em particular a edição de sexta-feira, da responsabilidade da "pivot" Manuela Moura Guedes.
Devo confessar que não sou adepto da apresentadora em questão e muito menos do seu estilo, que pouco tem de jornalismo e muito menos de objectividade. Moura Guedes poderá ser corajosa e truculenta, mas tais atributos não são necessariamnte sinónimos de bom profissionalismo. Dito isto, devo dizer que vejo regularmente os célebres telejornais de sexta-feira que tanta celeuma parecem causar, quanto mais não seja para ouvir as opiniões do seu convidado residente e para perceber o que incomoda tanta gente. Ora, uma das diferenças, relativamente a outros telejornais, é o tratamento dado às polémicas que envolvem o primeiro-ministro, a última das quais (o caso Freeport) continua em investigação. Independentemente de tudo o que possa pensar-se sobre as implicações de Sócrates neste caso, a verdade é que - tanto quanto podemos perceber - nenhuma notícia avançada foi desmentida e, algumas delas, foram amplamente noticiadas noutros orgãos de comunicação. Não será por aqui que a Entidade Reguladora poderá pegar, pelo que a única razão para tal "aviso à navegação" só pode ser explicada pelo incómodo que determinadas notícias sobre o PM parecem provocar.
Se esta é a razão, Eduardo Moniz tem razão em protestar. Acontece que o director de programas da TVI tem "telhados de vidro" nesta matéria. Basta lembrarmos o afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa, por pressão do governo de Santana Lopes, durante o consulado de...Moniz!
Moral desta história muito pouco edificante: num país de tradição censória e pouca cidadania, os governos, sejam eles de um partido ou outro, não diferem nos métodos quando se trata de censurar e manipular a opinião pública. Esta é também a herança da ignorância, fruto de dezenas de anos de censura e desinformação. Resta saber se os eleitores que vão votar este ano querem continuar a acreditar na publicidade. Porque, para a propaganda dos partidos do centro, já não há paciência.
2009/03/21
2009/03/20
Serão afinal os publicitários os exagerados?
Mais grave do que o próprio spot que incluímos no post anterior, é a justificação dada pela porta voz oficial da direcção da RTP, citada pelo Público de hoje.
Segundo esta, a "culpa" do spot é... da BBDO, a agência responsável pela nova campanha de promoção da Antena 1.
Não resisto a transcrever toda a justificação dada pela referida porta-voz, Marina Ramos, para o caso dela vos ter passado ao lado.
"Como em todas as campanhas," sentencia a senhora, "as ideias criativas são apresentadas pela agência. Foram entregues três que nós aprovámos. São spots que promovem três géneros de programas que passam na Antena 1."
Lê-se, retiram-se as devidas conclusões e, no final, não se consegue acreditar.
Segundo esta, a "culpa" do spot é... da BBDO, a agência responsável pela nova campanha de promoção da Antena 1.
Não resisto a transcrever toda a justificação dada pela referida porta-voz, Marina Ramos, para o caso dela vos ter passado ao lado.
"Como em todas as campanhas," sentencia a senhora, "as ideias criativas são apresentadas pela agência. Foram entregues três que nós aprovámos. São spots que promovem três géneros de programas que passam na Antena 1."
Lê-se, retiram-se as devidas conclusões e, no final, não se consegue acreditar.
2009/03/19
Uma sugestão
Esta polémica em torno do Provedor de Justiça é mais uma "prova de morte" deste regime. Em primeiro lugar, a figura de um "provedor", seja ele de justiça, do leitor, das telecomunicações ou da rtp, aqui em Portugal, é uma ideia totalmente caricata. O modelo de um provedor que emite, com ar grave e sério, uns pareceres totalmente inúteis e dá uma espécie de patine democrática à nossa vida colectiva é um insulto à inteligência. As minhas experiências com "provedores" são todas tristes. Da justiça aos telefones...No caso concreto do "provedor de justiça", a coisa começa por ser uma contradição em termos. Num país onde nem o Estado, nem a justiça funcionam, o que poderíamos esperar de uma instituição, estatal, chamada "provedor de justiça"...?
Finalmente, o modo como um provedor é escolhido é mais outro insulto à nossa inteligência. A atribuição do cargo de Provedor de Justiça --uma espécie de prémio de consolação que é dado a quem perdeu-- é uma ofensa engolida por quem o aceita e revela imediatamente como se encara e o que se espera desta figura.
Ora, se ninguém parece estar interessado em garantir e levar a sério a existência de uma figura que possa "recomendar comportamentos aos poderes públicos com vista à reparação de ilegalidades ou injustiças" e tenha, ao mesmo tempo, o "direito à cooperação dos órgãos e serviços sujeitos à fiscalização do Provedor de Justiça nos actos de investigação que se mostrem necessários" à reparação dessas ilegalidades e injustiças, não seria melhor e mais barato acabar, simplesmente, com o cargo e poupar-nos a todos a mais este triste espetáculo do regime...? Quanto é que esta palhaçada toda nos custa?
2009/03/17
Uma boa anedota
Acontece a toda gente não conseguir reproduzir uma anedota verdadeiramente boa, ouvida apenas há breves instantes. O facto ficar-se-á a dever, segundo um artigo do NYT que cita investigação feita sobre esta matéria, ao modo como funciona o nosso cérebro. Estamos formatados para perceber e recordar com facilidade padrões previsíveis (dois vezes um, dois... dois vezes dois, quatro... dois vezes três, seis...), mas se o padrão for alterado aumenta a dificuldade em ir buscar a recordação à nossa memória de curto prazo. Se a lenga-lenga fosse alterada de número para número, por exemplo, as dificuldades para aprender a tabuada seriam muito maiores.
As boas anedotas são as anedotas imprevisíveis, que fingem seguir um padrão conhecido, mas depois, subtilmente e através de um controlo fino do ritmo, vão numa outra direcção, totalmente inesperada. A gente ri muito na altura, a explosão emocional é grande, mas, num momento, não sobra de tudo isso mais que uma vaga recordação.
Isto tudo porque um bom contador de anedotas, tal como um ilusionista, conduz a nossa atenção através deste mecanismo da previsibilidade subvertida em direcção a um facto qualquer central, enquanto nos distrai de outros acontecimentos periféricos. A boa anedota, a anedota que nos faz rir, mas que a gente esquece logo de seguida, é pois aquela que parte da nossa expectativa e a desvia sem darmos por isso para um final inesperado.
Alguém se lembra da anedota excelente que o primeiro ministro contou no seu discurso de tomada de posse, que nos fez rir tanto na altura?
As boas anedotas são as anedotas imprevisíveis, que fingem seguir um padrão conhecido, mas depois, subtilmente e através de um controlo fino do ritmo, vão numa outra direcção, totalmente inesperada. A gente ri muito na altura, a explosão emocional é grande, mas, num momento, não sobra de tudo isso mais que uma vaga recordação.
Isto tudo porque um bom contador de anedotas, tal como um ilusionista, conduz a nossa atenção através deste mecanismo da previsibilidade subvertida em direcção a um facto qualquer central, enquanto nos distrai de outros acontecimentos periféricos. A boa anedota, a anedota que nos faz rir, mas que a gente esquece logo de seguida, é pois aquela que parte da nossa expectativa e a desvia sem darmos por isso para um final inesperado.
Alguém se lembra da anedota excelente que o primeiro ministro contou no seu discurso de tomada de posse, que nos fez rir tanto na altura?
2009/03/16
Cidadania
Há seis semanas atrás o meu BI expirou e tive necessidade de pedir um novo. Na Loja do Cidadão informaram-me que, dado não haver urgência, o melhor era pedir um Cartão de Cidadão. Prazo de entrega: dez dias em média.
Aceitei, não sem antes ter feito três tentativas para consegui-lo: a primeira para obter a informação propriamente dita; a segunda para obter a "senha" (que estava esgotada nesse dia) e a terceira, que me custou cinco horas de espera: o sistema automático não estava operacional...
Chegada a minha vez e após ter inserido os dados no computador, a funcionária, solícita, informa-me que terei de aguardar entre dez dias e dois meses (!?) pelo cartãozinho. A razão de tal demora não dependia dela: a partir daquele momento o processo deixava de pertencer-lhe...
Volto a casa, rendido à eficácia deste "simplex", anunciado como a solução dos multiplos cartões pelo informático-mór deste reino do absurdo.
Hoje, ao abrir o jornal, deparo com um anúncio de quarto de página, encabeçado pelo título: " Aviso aos cidadãos eleitores". De acordo com a informação, todos os portadores do Cartão de Cidadão ficam automaticamente recenseados na freguesia onde habitam. Fui confirmar. Já lá estou...mas ainda não tenho o cartão!
Por momentos, sinto-me num filme do "Twilight Zone". Procuro uma explicação. Vale-me o inseparável Coetzee, também ele um estrangeirado na Austrália, que escreve no seu último livro (Diário de Um Mau Ano) o seguinte: "Nascemos súbditos. Somos súbditos a partir do momento em que nascemos. Uma marca dessa sujeição é a certidão de nascimento. O Estado aperfeiçoado detém e conserva o monopólio de atestar o nascimento (...) não se trata apenas de não podermos entrar no Estado sem certificação: aos olhos do Estado, não morremos enquanto o nosso óbito não for certificado; e só nos é passada uma certidão de óbito por um funcionário (ou funcionária) que, por sua vez é detentor (ou detentora) de uma certificação estatal (...) Que o cidadão viva ou morra não interessa ao Estado. O que importa ao Estado e aos seus registos é se o cidadão está vivo ou morto".
Enquanto aguardo o cartão, penso na melhor forma de utilizá-lo. Satisfaz-me saber que poderei usá-lo três vezes este ano. O Estado poderá confirmar que estou vivo.
Aceitei, não sem antes ter feito três tentativas para consegui-lo: a primeira para obter a informação propriamente dita; a segunda para obter a "senha" (que estava esgotada nesse dia) e a terceira, que me custou cinco horas de espera: o sistema automático não estava operacional...
Chegada a minha vez e após ter inserido os dados no computador, a funcionária, solícita, informa-me que terei de aguardar entre dez dias e dois meses (!?) pelo cartãozinho. A razão de tal demora não dependia dela: a partir daquele momento o processo deixava de pertencer-lhe...
Volto a casa, rendido à eficácia deste "simplex", anunciado como a solução dos multiplos cartões pelo informático-mór deste reino do absurdo.
Hoje, ao abrir o jornal, deparo com um anúncio de quarto de página, encabeçado pelo título: " Aviso aos cidadãos eleitores". De acordo com a informação, todos os portadores do Cartão de Cidadão ficam automaticamente recenseados na freguesia onde habitam. Fui confirmar. Já lá estou...mas ainda não tenho o cartão!
Por momentos, sinto-me num filme do "Twilight Zone". Procuro uma explicação. Vale-me o inseparável Coetzee, também ele um estrangeirado na Austrália, que escreve no seu último livro (Diário de Um Mau Ano) o seguinte: "Nascemos súbditos. Somos súbditos a partir do momento em que nascemos. Uma marca dessa sujeição é a certidão de nascimento. O Estado aperfeiçoado detém e conserva o monopólio de atestar o nascimento (...) não se trata apenas de não podermos entrar no Estado sem certificação: aos olhos do Estado, não morremos enquanto o nosso óbito não for certificado; e só nos é passada uma certidão de óbito por um funcionário (ou funcionária) que, por sua vez é detentor (ou detentora) de uma certificação estatal (...) Que o cidadão viva ou morra não interessa ao Estado. O que importa ao Estado e aos seus registos é se o cidadão está vivo ou morto".
Enquanto aguardo o cartão, penso na melhor forma de utilizá-lo. Satisfaz-me saber que poderei usá-lo três vezes este ano. O Estado poderá confirmar que estou vivo.
2009/03/11
2009/03/10
Justiça
Bernard Madoff vai, ao que se sabe, dar-se por culpado das acusações que lhe são feitas e o poderão conduzir a uma sentença de prisão perpétua. A concretizar-se, essa sentença, afigura-se, será sempre, simultaneamente, justa e injusta.
Justa porque uma sentença de morte --possível nos E. U. A., embora eu não saiba se o seria neste caso concreto-- poderia parecer um exagero num caso que se desenrolou afinal sempre em salões atapetados, onde predominava o cheira a perfume caro e onde ninguém deu nenhum tiro directamente em ninguém.
Mas, o facto do crime se desenrolar em salões fofamente atapetados, numa atmosfera selecta e finamente perfumada não lhe retira um grama de sordidez. E aí a sentença pode pecar por defeito.
Há certamente por aí muitos mais Madoffs e aspirantes dispostos a arriscar. E são demasiadamente violentas as ondas de choque e temíveis as réplicas do terramoto desencadeadas por este género de gente para que não se lhe deseje um enterro mais radical...
Justa porque uma sentença de morte --possível nos E. U. A., embora eu não saiba se o seria neste caso concreto-- poderia parecer um exagero num caso que se desenrolou afinal sempre em salões atapetados, onde predominava o cheira a perfume caro e onde ninguém deu nenhum tiro directamente em ninguém.
Mas, o facto do crime se desenrolar em salões fofamente atapetados, numa atmosfera selecta e finamente perfumada não lhe retira um grama de sordidez. E aí a sentença pode pecar por defeito.
Há certamente por aí muitos mais Madoffs e aspirantes dispostos a arriscar. E são demasiadamente violentas as ondas de choque e temíveis as réplicas do terramoto desencadeadas por este género de gente para que não se lhe deseje um enterro mais radical...
2009/03/06
A questão energética em Portugal
A discussão sobre as energias renováveis está na ordem do dia em Portugal. A dependência energética é, sabêmo-lo, um dos factores decisivos que concorre para o défice da balança de pagamentos. A dependência portuguesa das importações de combustíveis fósseis e o peso destes no aumento da nossa quota de emissão de gases que contribuem para o efeito de estufa são questões que preocupam os responsáveis e os levam a trazer esta matéria das estratégias de alteração da política energética para o terreno da discussão políticia. Trata-se com efeito de matéria séria, cuja discussão se afigura urgente e necessária.
Assistimos ontem a um debate interessantíssimo sobre este assunto na AR. Baseado em factos solidamente sustentados em argumentação de índole científica inatacável, o deputado Afonso Candal dizia ao deputado José Eduardo Martins (que se reclama filho de boa gente) que não-sei-quê, sabia que ele estava muito preocupado com os contribuintes, ao que este, citando outras fontes científicas e numa tentativa de exprimir a sua própria interpretação sobre a matéria em discussão, ameaçava que lá fora é que era, enquanto mandava o deputado Candal para não-sei-onde.
Embora não tenhamos percebido exactamente o que foi dito nesta importante discussão, uma vez que os microfones estariam desligados, sabemos que algo de muito importante terá sido pronunciado.
O senhor Presidente da AR, numa tentativa de valorizar o contributo dos senhores deputados, que não se pode deixar de saudar, até referiu que num espaço físico muito confinado como é o da AR, se torna difícil perceber exactamente o que se diz, embora tenha percebido que havia qualquer coisa, não sabendo exactamente o quê... Ora, se bem interpretei as palavras do senhor dr. Jaime Gama, o que ele desejaria era que fosse dado o devido relevo ao debate ocorrido ontem na AR. Não posso estar mais de acordo. A matéria em apreço exige-o. Os portugueses em geral reivindicam-no. A comunidade científica, em particular reclama-o. Esperamos pois que os funcionários da AR, encarregados de elaborar as transcrições do Plenário, tenham tido oportunidade de apanhar tudo o que foi dito, para posterior publicação. Estou certo que este irá constituir um importantíssimo contributo da AR para a definição de futuras orientações estratégicas sobre tão delicada matéria. Atrevo-me mesmo a sugerir que a transcrição deste debate seja objecto de edição especial. Com ilustrações!
Esperamos também que daquela efusiva troca de opiniões os senhores deputados passem aos actos. A bem da Nação.
Assistimos ontem a um debate interessantíssimo sobre este assunto na AR. Baseado em factos solidamente sustentados em argumentação de índole científica inatacável, o deputado Afonso Candal dizia ao deputado José Eduardo Martins (que se reclama filho de boa gente) que não-sei-quê, sabia que ele estava muito preocupado com os contribuintes, ao que este, citando outras fontes científicas e numa tentativa de exprimir a sua própria interpretação sobre a matéria em discussão, ameaçava que lá fora é que era, enquanto mandava o deputado Candal para não-sei-onde.
Embora não tenhamos percebido exactamente o que foi dito nesta importante discussão, uma vez que os microfones estariam desligados, sabemos que algo de muito importante terá sido pronunciado.
O senhor Presidente da AR, numa tentativa de valorizar o contributo dos senhores deputados, que não se pode deixar de saudar, até referiu que num espaço físico muito confinado como é o da AR, se torna difícil perceber exactamente o que se diz, embora tenha percebido que havia qualquer coisa, não sabendo exactamente o quê... Ora, se bem interpretei as palavras do senhor dr. Jaime Gama, o que ele desejaria era que fosse dado o devido relevo ao debate ocorrido ontem na AR. Não posso estar mais de acordo. A matéria em apreço exige-o. Os portugueses em geral reivindicam-no. A comunidade científica, em particular reclama-o. Esperamos pois que os funcionários da AR, encarregados de elaborar as transcrições do Plenário, tenham tido oportunidade de apanhar tudo o que foi dito, para posterior publicação. Estou certo que este irá constituir um importantíssimo contributo da AR para a definição de futuras orientações estratégicas sobre tão delicada matéria. Atrevo-me mesmo a sugerir que a transcrição deste debate seja objecto de edição especial. Com ilustrações!
Esperamos também que daquela efusiva troca de opiniões os senhores deputados passem aos actos. A bem da Nação.
A carga do Kepler
Parte dentro de pouco tempo para o espaço sideral profundo o telescópio espacial Kepler. Uma espécie de máquina de fotografar digital gigante voadora, de grande precisão, especialmente concebida para averiguar se haverá por aí mais planetas como o nosso.
Tendo em conta a forma como o projecto foi concebido, a expectativa reside em perceber se o grau de probabilidade de existência desses planetas é elevado, e é portanto possível encontrar provas abundantes de existência de condições de sustentação da vida, tal como a observamos na Terra, ou se, pelo contrário, a probablilidade dessas condições existirem é diminuta, de onde resultará a conclusão que o mais certo é sermos mesmo um planeta único.
O grau de sofisticação, a monumentalidade dos desígnios, os recursos envolvidos e as expectativas geradas em torno de uma missão como esta contrastam dramaticamente com o que se vai observando no planeta de onde o Kepler é lançado. Por aqui vamos observando a sofisticação da catanada, o desígnio rasteiro, a sonegação ou o emprego mesquinho dos recursos existentes e o estorvo ou mesmo a aniquilição das expectativas mais legítimas.
A missão do Kepler vai-nos revelar que se a probabilidade de existência de outros mundos habitáveis fôr alta, talvez chegue da lonjura da galáxia uma solução simpática: se não nos conseguirmos mesmo entender de todo por cá, teremos a possibilidade de zarpar para outras paragens. Se a promessa desses outros mundos habitáveis não se verificar ficamos mesmo condenados a termos de nos entender uns com os outros. Uma vitória certa sobre os obstáculos erguidos "contra as nossas tentativas para nos darmos a conhecer uns aos outros," como escreve Alberto Manguel.
Se calhar não parece, mas o Kepler leva uma carga pesada...
Tendo em conta a forma como o projecto foi concebido, a expectativa reside em perceber se o grau de probabilidade de existência desses planetas é elevado, e é portanto possível encontrar provas abundantes de existência de condições de sustentação da vida, tal como a observamos na Terra, ou se, pelo contrário, a probablilidade dessas condições existirem é diminuta, de onde resultará a conclusão que o mais certo é sermos mesmo um planeta único.
O grau de sofisticação, a monumentalidade dos desígnios, os recursos envolvidos e as expectativas geradas em torno de uma missão como esta contrastam dramaticamente com o que se vai observando no planeta de onde o Kepler é lançado. Por aqui vamos observando a sofisticação da catanada, o desígnio rasteiro, a sonegação ou o emprego mesquinho dos recursos existentes e o estorvo ou mesmo a aniquilição das expectativas mais legítimas.
A missão do Kepler vai-nos revelar que se a probabilidade de existência de outros mundos habitáveis fôr alta, talvez chegue da lonjura da galáxia uma solução simpática: se não nos conseguirmos mesmo entender de todo por cá, teremos a possibilidade de zarpar para outras paragens. Se a promessa desses outros mundos habitáveis não se verificar ficamos mesmo condenados a termos de nos entender uns com os outros. Uma vitória certa sobre os obstáculos erguidos "contra as nossas tentativas para nos darmos a conhecer uns aos outros," como escreve Alberto Manguel.
Se calhar não parece, mas o Kepler leva uma carga pesada...
2009/03/03
O verdadeiro "simplex"
No dia em que o primeiro-ministro anuncia as 200 novas medidas do programa "simplex", uma passou despercebida.
Anunciou-a a OCDE da seguinte maneira: "Portugal terá as reformas mais baixas entre os 30 países mais desenvolvidos do Mundo dentro de 20 anos. Segundo a OCDE, em 2030, um português vai usufruir uma reforma de 54% do último salário recebido". Ora digam lá que o "simplex" não funciona?
Anunciou-a a OCDE da seguinte maneira: "Portugal terá as reformas mais baixas entre os 30 países mais desenvolvidos do Mundo dentro de 20 anos. Segundo a OCDE, em 2030, um português vai usufruir uma reforma de 54% do último salário recebido". Ora digam lá que o "simplex" não funciona?
2009/03/01
Tons
O tom dos discursos do primeiro ministro no congresso do seu partido é inexplicavelmente igual ao tom das declarações do cardeal Saraiva Martins. Será que a semelhança é já o resultado do apelo do cardeal a um entendimento entre a Igreja e o Estado, ou foi Sócrates que falhou a vocação...?
2009/02/27
a última citação que me mandaram
«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802
Thomas Jefferson, 1802
2009/02/24
No meio do aparente caos
Nem tudo vai mal. Vale a pena assinalar a sentença sobre o caso denunciado pelo actual vereador da CML José Sá Fernandes, de uma tentativa de corrupção por parte de Domingos Névoa, o administrador da Bragaparques.
Não há nada a acrescentar. O caso ficou provado, o administrador da Bragaparques foi condenado e a sentença foi exemplar, embora o montante da multa aplicada se afigure, de facto, totalmente ridículo.
Todos são presumidos inocentes até trânsito da sentença em julgado, repete-se vezes sem conta neste país onde tudo se alega para que a justiça fique por cumprir. Mas, este caso não contempla alegações adicionais. A corrupção não é afinal uma fantasia de gente mal intencionada. Ela existe mesmo. E por este caso ficamos ainda a saber como é que "determinadas pessoas agem para corromper outras."
Não há nada a acrescentar. O caso ficou provado, o administrador da Bragaparques foi condenado e a sentença foi exemplar, embora o montante da multa aplicada se afigure, de facto, totalmente ridículo.
Todos são presumidos inocentes até trânsito da sentença em julgado, repete-se vezes sem conta neste país onde tudo se alega para que a justiça fique por cumprir. Mas, este caso não contempla alegações adicionais. A corrupção não é afinal uma fantasia de gente mal intencionada. Ela existe mesmo. E por este caso ficamos ainda a saber como é que "determinadas pessoas agem para corromper outras."
O insustentável peso da censura
De forma cordata e pedagógica o Dr. Elísio Sumavielle, director do IGESPAR, tem passado o dia de hoje a explicar aos portugueses que a "lei da rolha", imposta aos técnicos e funcionários daquele Instituto, não é censura. Diz ele, com candura, que passou por muitas situações idênticas enquanto funcionário e que acha perfeitamente normal esta regra de funcionamento interno. Pois.
Acontece que medidas como esta, não sendo sequer inovadoras, têm vindo a repetir-se mais frequentemente do que seria desejável. Estamos a lembrar-nos da perseguição e suspensão, aplicada pela coordenadora da DREN ao professor Charrua no Porto; a visita da polícia a um sindicato de professores em Coimbra, durante as manifestações de 2008; ou as ameaças explícitas do ministro da propaganda socialista, o inenarrável Augusto Santos Silva, que faz gaúdio em anunciar que gosta de "malhar" na oposição.
A outro nível, mas não menos preocupante, é a intromissão da Igreja nos hábitos e costumes dos cidadãos, condenando o casamento com membros de outras religiões, ou censurando a homosexualidade como um comportamento desviante.
Hoje mesmo, a comunicação social dá conta da apreensão de alguns exemplares de um livro de arte, cuja capa reproduz um quadro famoso de Gustave Courbet (ver "post" anterior) com a pretensa e esfarrapada justificação da pornografia.
Sabíamos que a "lei da rolha" era uma prática vulgar nos tempos da "outra senhora", da mesma forma que o "centralismo democrático" ainda continua a ser aplicado em partidos estalinistas. Também sabemos que o progresso nunca foi apanágio da igreja e dali não se esperam grandes "revelações".
Começa, no entanto, a tornar-se prática corrente a tentativa de "abafar" vozes que discordem da cultura dominante. Tudo o que sai da "normalização" e arrisca incomodar o poder (político ou outro) começa por ser negligenciado e, em última análise, silenciado. Se não podemos silenciá-lo, há sempre um regulamento interno para justificar a sanção. Ora estas, cada vez mais frequentes, erupções autoritárias não surgem do nada, nem sequer da pena de um legislador mais zelota.
Antes radicam numa longa história de censura e punição, certamente iniciada na velha inquisição, continuada no recente fascismo e hoje aplicada por governantes de espírito castrador. Ou seja, uma tradição de 400 anos. É obra.
Como tudo o que é demais, começamos a estar fartos desta gente de voz cândida e persecutória. Pactuar com tal vileza seria sujeitarmo-nos à condição de figuras passivas de um jogo no qual só podemos participar se abdicarmos da opinião. Esperamos que os funcionários do IGESPAR não deixem de dizer o que lhes vai na alma, pois para património arqueológico já bastam as pedras tumulares. Maior peso, só mesmo o da censura.
Acontece que medidas como esta, não sendo sequer inovadoras, têm vindo a repetir-se mais frequentemente do que seria desejável. Estamos a lembrar-nos da perseguição e suspensão, aplicada pela coordenadora da DREN ao professor Charrua no Porto; a visita da polícia a um sindicato de professores em Coimbra, durante as manifestações de 2008; ou as ameaças explícitas do ministro da propaganda socialista, o inenarrável Augusto Santos Silva, que faz gaúdio em anunciar que gosta de "malhar" na oposição.
A outro nível, mas não menos preocupante, é a intromissão da Igreja nos hábitos e costumes dos cidadãos, condenando o casamento com membros de outras religiões, ou censurando a homosexualidade como um comportamento desviante.
Hoje mesmo, a comunicação social dá conta da apreensão de alguns exemplares de um livro de arte, cuja capa reproduz um quadro famoso de Gustave Courbet (ver "post" anterior) com a pretensa e esfarrapada justificação da pornografia.
Sabíamos que a "lei da rolha" era uma prática vulgar nos tempos da "outra senhora", da mesma forma que o "centralismo democrático" ainda continua a ser aplicado em partidos estalinistas. Também sabemos que o progresso nunca foi apanágio da igreja e dali não se esperam grandes "revelações".
Começa, no entanto, a tornar-se prática corrente a tentativa de "abafar" vozes que discordem da cultura dominante. Tudo o que sai da "normalização" e arrisca incomodar o poder (político ou outro) começa por ser negligenciado e, em última análise, silenciado. Se não podemos silenciá-lo, há sempre um regulamento interno para justificar a sanção. Ora estas, cada vez mais frequentes, erupções autoritárias não surgem do nada, nem sequer da pena de um legislador mais zelota.
Antes radicam numa longa história de censura e punição, certamente iniciada na velha inquisição, continuada no recente fascismo e hoje aplicada por governantes de espírito castrador. Ou seja, uma tradição de 400 anos. É obra.
Como tudo o que é demais, começamos a estar fartos desta gente de voz cândida e persecutória. Pactuar com tal vileza seria sujeitarmo-nos à condição de figuras passivas de um jogo no qual só podemos participar se abdicarmos da opinião. Esperamos que os funcionários do IGESPAR não deixem de dizer o que lhes vai na alma, pois para património arqueológico já bastam as pedras tumulares. Maior peso, só mesmo o da censura.
O pecado da nudez
Esta ridícula sanha persecutória que se tem verificado ultimamente contra o "nudismo" e os tiques autoritários revelados pela acção das entidades oficiais protagonistass nesta matéria, não conseguem esconder a verdade nua e crua: a actuação global do MP, da PSP e das restantes entidades que lidam, directa ou indirectamente, com os problemas de aplicação da justiça em Portugal (no fundo, todo o Estado!) revela um saldo altamente negativo de incompetência e de oportunismo. É certamente essa a convicção da generalidade dos cidadãos. E o mau cheiro que todos os dias vai emanando de todas estas instituições é cada vez mais insuportável. Não há perfume que o disfarce e já não há narina que aguente.
É bom que se lhes faça sentir, com grande clareza e firmeza, que estas suas acções de defesa da falsa virtude têm o condão de tornar os seus próprios pecados ainda mais sinistros ao nosso olhar!!
Vai sendo tempo de lhes pedir contas e de deixar de condescender com a sua própria bandalheira...
2009/02/21
O conluio
No estilo desassombrado que a caracteriza, a (ainda) deputada europeia Ana Gomes (PS) disse ontem na RTPN o que toda a gente sabe, mas ninguém ousa afirmar: o texto original do relatório da Comissão Europeia sobre os voos da CIA foi alterado devido aos protestos, entre outros, do ministro Luís Amado, por não concordar com as referências a Portugal e ao governo de Durão Barroso, actual presidente da Comissão Europeia.
Instada pelo jornalista a explicitar a sua afirmação, a deputada não podia ter sido mais explicita: "Não é só cá que existe o "centrão". Lá, como cá, domina o "bloco central" e existe um conluio entre os maiores partidos do Parlamento. Ao protestar contra a inclusão do nome de Portugal no relatório, o ministro português evitou que Barroso pudesse ser alvo de críticas, agora que este se prepara para um novo mandato em Bruxelas".
Desta forma, ficou toda a gente contente: o governo português, que não é mencionado no relatório; o Partido Popular Europeu que pode voltar a candidatar Barroso e Luís Amado que, provavelmente, será recompensado com um lugar em Estrasburgo (ver a lista de nomes proposta pelo PS às europeias).
Resta saber o que acontecerá à Ana. Mas, ou muito nos enganamos ou, desta vez, fica fora da lista...
Quem a mandou denunciar o "bloco central de interesses"?
Instada pelo jornalista a explicitar a sua afirmação, a deputada não podia ter sido mais explicita: "Não é só cá que existe o "centrão". Lá, como cá, domina o "bloco central" e existe um conluio entre os maiores partidos do Parlamento. Ao protestar contra a inclusão do nome de Portugal no relatório, o ministro português evitou que Barroso pudesse ser alvo de críticas, agora que este se prepara para um novo mandato em Bruxelas".
Desta forma, ficou toda a gente contente: o governo português, que não é mencionado no relatório; o Partido Popular Europeu que pode voltar a candidatar Barroso e Luís Amado que, provavelmente, será recompensado com um lugar em Estrasburgo (ver a lista de nomes proposta pelo PS às europeias).
Resta saber o que acontecerá à Ana. Mas, ou muito nos enganamos ou, desta vez, fica fora da lista...
Quem a mandou denunciar o "bloco central de interesses"?
2009/02/19
Ministério Público presente no Carnaval de Torres Vedras
O Ministério Público depois de anos de barracada decidiu mostrar serviço. E após o cumprimento do dever foi legítima e literalmente brincar ao Carnaval.
As razões para esta súbita queda para a folia carnavalesca de uma instituição que se quer sóbria e digna ficam, para já, em segredo de justiça...
As razões para esta súbita queda para a folia carnavalesca de uma instituição que se quer sóbria e digna ficam, para já, em segredo de justiça...
A fé move montanhas
O ministro Manuel Pinho fala em fé a propósito do desfecho do caso Qimonda... Seria por isso que o cardeal Saraiva Martins disse que o Estado e a Igreja têm de se articular para lidar com certas matérias...?
Os desígnios de Deus são, de facto, insondáveis e sabemos que a fé move montanhas.
Valha-nos, portanto, Deus!
Os desígnios de Deus são, de facto, insondáveis e sabemos que a fé move montanhas.
Valha-nos, portanto, Deus!
2009/02/18
Geografias
Depois do Portugal Westcoast e do Allgarve, temos agora o Portugoal. Se esta moda do trocadilho "anglo-portuguese" pega, vamos ter em breve o mundo a olhar para nós como o país que, no fundo, verdadeiramente somos: a terra dos Sailoios, esses descendentes dos navegadores de tempos idos, actuais habitantes de uma região situada algures entre o Twitter e Curral de Moinas, na estreiteza do Magalhães.
A normalidade do cardeal
De acordo com o Cardeal Saraiva Martins, as crianças não devem ser educadas por um casal homosexual, porque "os homosexuais não são pessoas normais". Pensa ele, mas não diz, que são pessoas anormais. Ou seja, não são normais como o Cardeal Saraiva Martins.
2009/02/12
Fracturas expostas
É fascinante observar o doutor Almeida Santos a fazer esta performance da moção da eutanásia. O PS não poderia arranjar melhor intérprete para este número. O ar convicto com que se declara adepto da eutanásia é verdadeiramente comovedor.
Confesso que fico fascinado com o desenho, o timing e as razões invocadas para o surgimento desta campanha. Desta e doutras, não negras, mas cheias de cores do arco íris...
Para não lhe faltar nenhum ingrediente até já está garantido pelos orgãos de comunicação social (uns por "inerência de cargo", outros porque lhes dá jeito embarcar no andor...) que esta questão da eutanásia é "fracturante". Reparem que ninguém ainda se pronunciou sobre isto e ninguém sabe sequer muito bem o que isto é, mas já todos nos garantem que é "fracturante".
A coisa é tão descarada e orquestrada de forma tão bacoca que bem podemos dizer, sem hesitar, que estamos perante uma fractura exposta. Esperemos que não gangrene...
Confesso que fico fascinado com o desenho, o timing e as razões invocadas para o surgimento desta campanha. Desta e doutras, não negras, mas cheias de cores do arco íris...
Para não lhe faltar nenhum ingrediente até já está garantido pelos orgãos de comunicação social (uns por "inerência de cargo", outros porque lhes dá jeito embarcar no andor...) que esta questão da eutanásia é "fracturante". Reparem que ninguém ainda se pronunciou sobre isto e ninguém sabe sequer muito bem o que isto é, mas já todos nos garantem que é "fracturante".
A coisa é tão descarada e orquestrada de forma tão bacoca que bem podemos dizer, sem hesitar, que estamos perante uma fractura exposta. Esperemos que não gangrene...
A involução das espécies
Fala-se muito de Darwin nestes dias. Muita gente lembra, a propósito e com prudência, que é preciso distinguir entre Darwin e o darwinismo. À semelhança do que se passa com outro qualquer "ismo", o darwinismo é palco onde se pronunciam as maiores barbaridades e terreno apropriado para as mais inacreditáveis cambalhotas intelectuais! São nódoas que caem mesmo no melhor pano...É conhecida a celeuma causada pelas teorias de Darwin na altura em que foram reveladas. Pensando nela e no tempo que passou desde então, questiono-me se as "espécies" envolvidas ainda hoje nesta querela entre darwinistas e anti-darwinistas terão sido objecto do mesmo processo de evolução a que eu próprio fui sujeito. Pergunto até se, entretanto, não terão sofrido um processo de involução...
2009/02/11
É difícil perceber como é que a força e convicção do discurso de Wafa Sultan, psicóloga árabe-americana de Los Angeles, pôde ir para o ar na Al Jazeera, estação de TV com patrocínio islâmico.
Trata-se de uma visão bem original das coisas, que repõe a questão do "choque de civilizações"; segundo Wafa Sultan foram os muçulmanos que começaram esse choque ao separarem o mundo em muçulmanos e não muçulmanos, arvorando-se aqueles a missão de combater os outros até à sua conversão.
Quando ela diz que não é crente, logo um dos intervenientes diz que não há diálogo possível, pois ela é uma hereje que blasfema contra o Islão, o Profeta e o Corão.
Assim colocadas as questões no campo do dogma, realmente o diálogo não é possível.
mensagem que me mandaram hoje
«Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado.»
*_Karl Marx, in Das Kapital, 1867 _*
*_Karl Marx, in Das Kapital, 1867 _*
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